INTRODUÇÃO

Recentemente, para alguns olhos atentos, as redes sociais e o mundo foi “invadido” por um novo conceito: o MINIMALISMO. Livros, documentários, páginas, matérias e uma infinidade de informações andam circulando e abordando o assunto. Um das mais conhecidas fontes e dos principais responsáveis pelo fenômeno são os “The Minimalists”, uma dupla de jovens americanos que escreveu um livro sobre o tema e que também produziram um documentário que acabou indo para o Netflix e aí já viu…

Eu particularmente gostei muito do livro e do documentário – e de tabela, dos simpáticos e provocadores americanos minimalistas. Por quê? Porque o conceito apresentado é extremamente simples, muito claro, objetivo e AINDA ASSIM, com um potencial de impacto e transformação absurdos! Não, eu não me transformei num “minimalistfreek” (ou “minimalismaniaco”). E me explico.

MINIMALISMO O QUE É AFINAL?

Primeiro, vamos começar do inicio. Trazer algumas definições e elementos sobre o Minimalismo, afinal, precisamos conhecer e saber sobre ele antes de começar a fazer as conexões, elucubrações, combinatividades [1]e propostas entre o Minimalismo e temas (também em voga) como a inovação, cultura de consumo, millenials, impactos socioambientais e afins (diga-se de passagem, que algumas dessas conexões não são exclusividades minha. Já as do texto, estas são de minha total responsabilidade).

O que é um Minimalista ou o Minimalismo, afinal? É simplesmente parar para refletir e pensar sobre o que é REALMENTE importante para você, sua vida, sua carreira, sua casa, considerando seus bens, posses, hábitos, sua realidade, seu contexto e culturas. É UMA ESCOLHA CONSCIENTE.

Outra coisa importante é que o Minimalismo é uma ferramenta e uma visão que tem ajudado a muitas pessoas a serem mais LIVRES! Sim, a construir, cuidar, zelar por sua liberdade. Por quê? Porque ao pensar, decidir e escolher sobre o que  é realmente importante para si (seja bem, hábito, valor, cultura, comportamento), as pessoas deixam de seguir a boiada (ou a maré se preferirem a figura mais suave) e passam a tomar as rédeas de suas vidas, de seus caminhos pessoais em todos os âmbitos da vida. É deixar de seguir a cultura, o que os outros fazem, as referências alheias só “porque é assim”, só porque é o esperado. Além disso, do ponto de vista prático, com menos coisas e cargas (materiais, físicas ou emocionais) fica mais fácil caminhar por ai, se locomover, mudar, adaptar-se. E ai está o segundo ponto importante: É LIBERDADE REAL E MOVIMENTO.

O Minimalismo não é restrição, recriminação, proibição ou horror aos bens materiais, a posse. O problema para mim – e nisso eu e o Minimalismo concordamos – é o SIGNIFICADO DAS COISAS. Hoje em dia o problema parece ser a forte tendência coletiva em dar muito significado às nossas coisas mesmo quando colocamos em cheque nossa saúde, nossos relacionamentos (familiares, pessoais e amorosos), nossas paixões, nosso crescimento pessoal, enfim o que é importante para cada um e que está fora destas “coisas”. Quer ter um carro ou uma casa? Ótimo! Quer criar uma família? Boa sorte e divirta-se fazendo uma! Você é super focado na sua carreira? Supimpa! Afinal, se esses campos da vida são importantes para você, então vai fundo! Manda ver! Terceiro dica relevante: ABUNDÂNCIA E COISAS MATERIAIS NÃO SÃO PROBLEMAS (MAS O SIGNIFICADO DELAS PARA CADA UM PODE SER).

Outro elemento importante (e que vai te deixar bem feliz) é que o Minimalismo aceita e sabe que há uma diversidade incrível de pessoas, contextos, culturas, valores. Acha isso algo óbvio demais? Nem tanto nesse mundinho de padrões e modelos a seguir. O ponto é que a vida de um brasileiro não é a mesma que de um nigeriano, que não é a mesma de um dinamarquês. A vida de um solteiro (nem tão convicto, como no meu caso) é diferente de um casado. A vida de um casado sem filhos não é a mesma que a de um com filhos. E a de um pessoa (ou pessoas) com filho único não é a mesma daquela com vários filhos. Você ama viajar? Você ama ficar em casa e cuidar do jardim? Você gosta de espaço pra receber os amigos? Você prefere uma casa pequena e ver os amigos na rua e em baladas? Você tem um trabalho que demanda rodar pela cidade (enquanto ouve sua música preferida)? Você curte e consegue ir trabalhar ou estudar de metrô ou bike (enquanto ouve sua música preferida)? Tenho uma ótima notícia para vocês todos: vocês podem ser Minimalistas! Porque a A DIVERSIDADE É ACEITA NO MINIMALISMO.

 

O Minimalismo é uma escolha consciente, é uma liberdade real e de movimento, para ele abundância e coisas materiais não são problemas e aceita a diversidade de hábitos, culturas, contexto, geografias.

 Dito isso o minimalismo é uma ferramenta – baseada numa visão de vida – que têm ajudado pessoas a se livrarem do “excesso” nas suas vidas para se concentrem no que é realmente importante (para cada um) e assim proporcionar felicidade, satisfação, liberdade, crescimento (segundo cada um). O Minimalismo e os minimalistas querem buscar a felicidade e o contentamento através da vida em si e de suas escolhas – e não das “coisas”! Simples assim!

No meu caso descobri que tive um “insight” minimalista há alguns anos atrás – sem conhecer e nem ter ideia de que isso existia!. Não por iluminação, mas por necessidade financeira. Um período de grana curta, separação e outras coisas afins e tive de abrir mão de bens e recursos e, por consequência, ajustar as despesas. E Shazan! Uma grata surpresa perceber que não só conseguia sobreviver sem muita coisa, mas também ganhar com alguns “ajustes” de hábitos: curtir a cidade enquanto estava no ônibus, ver a caminhada como um exercício, cozinhar para os amigos ao invés de sair pra jantar ou almoçar, combinar encontros no parque regados a lanche e vinho. Também escolhi Netflix aos 389 canais da TV a cabo que não assistia, descobri apps de exercício enquanto não podia ir à academia (voltei quando se normalizou porque isso é algo importante pra mim), cozinhei mais pra mim por conta das marmitas. Só pra citar alguns exemplos.

O mais importante: me dei conta que as necessidades de ontem eram excessos e as coisas realmente importantes e significativas ficaram e foram se encaixando. Refletindo quem eu sou e o que quero pra minha vida. Foi e está sendo bom pra mim!

 MOMENTO PARA ANTIDEPRESSIVOS?

Sim fazemos escolhas individuais, mas não vivemos sozinhos no mundo e nossos hábitos individuais têm reflexos no mundo. Sobretudo quando somos quase 8 bilhões de pessoas andando por ai. Este fato coloca outro componente na história: a escala. Sim, num mundo cheio de gente o volume das várias “unidades” muda e muito o cenário.

Sim fazemos escolhas individuais, mas não vivemos sozinhos no mundo e nossos hábitos individuais têm reflexos no mundo. Sobretudo quando somos quase 8 bilhões de pessoas andando por ai.

Vejamos alguns exemplos: seremos quase 9 bilhões em 2030, dos quais 5 bilhões vivendo em áreas urbanas. América Latina e Ásia se tornaram regiões “idosas”, ou seja, haverá maior número de idosos do que de jovens, 41% da riqueza mundial está concentrada em 1% da população mundial e a concentração de renda está se acentuando tanto em países ricos como em desenvolvimento. Os eventos climáticos intensos estão se tornando cada vez mais frequentes e a capacidade de adaptação é desigual entre os países ricos e em desenvolvimento. Já há crises hídricas e 60% da população mundial já vive em situação de escassez severa de água e também há conflitos de uso entre os recursos como água para consumo, energia e industria ou agricultura. Segundo especialistas, quando atingirmos o patamar de 9 bilhões de seres humanos no planeta precisaremos de 50% a mais de energia, 40% mais de água e 35% a mais de alimentos.

Todo esse contexto, essa informação e esses números teriam que alterar nossa maneira de realizar negócios, aprender, consumir, comprar, desenhar e produzir serviços e produtos. Não que as mudanças não estejam ocorrendo, mas não como deveriam. Por quê? Por conta do tempo! Precisamos acelerar, e logo! O tempo é eterno, mas os recursos não. Estamos consumindo os recursos de forma absurdamente rápida, tão rápida que todas as medidas governamentais e das empresas em prol das Mudanças Climáticas, da eficiência produtiva, do uso responsável de recursos, de novos materiais, dos 5 Rs (reciclagem, reuso, etc.) e tudo o mais simplesmente não foram suficientes: a extração de recursos aumentou em 50% enquanto a intensidade de uso reduziu em 20% na última década, ou seja, estamos com um saldo devedor.

Levantar agora, no meio da leitura desse texto e tomar um antidepressivo não vai ajudar. Uma taça de vinho, um dose de uísque, um shot de tequila. Só se você estiver a fim ou se estiver matando o tempo lendo sobre Minimalismo enquanto espera o momento de um ótimo programa.

Levantar agora, no meio da leitura desse texto e tomar um antidepressivo não vai ajudar. Segura a onda! Uma taça de vinho, um dose de uísque, um shot de tequila? Só se você estiver a fim ou se está matando o tempo lendo sobre Minimalismo enquanto espera o momento de sair para um ótimo programa. Para enfrentar essas questões, sinto muito, mas não servirá de nada, nem a pílula e nem o alcóol.

O caminho é buscar soluções, novas maneiras de pensar sobre como consumimos e o que consumimos, sobre como as empresas devem (riam) oferecer seu serviços e produtos, sobre inovações de design e material, sobre soluções para melhor distribuição de renda e de uso de recursos, sobre como compartilhar tecnologias e conhecimentos em nosso país e entre os países, como minimizar os desafios e impactos das Mudanças Climáticas, dos eventos extremos e dos conflitos, como atuar Politicamente no mundo do século XXI e promover as mudanças legais, instituicionais e públicas necessárias. Obviamente não tenho a menor pretensão e expectativa de tratar de cada um desses tópicos nesse texto – por falta de conhecimento, de competência em muitos deles, mas também e sobretudo porque não quero privar o leitor da curiosidade de dar um Google e buscar outras referências e outros autores que confirme ou até contradigam o que estou escrevendo aqui.

O que eu sei e tenho certeza é que esse processo já está em andamento. Pessoas, organizações, empresas e governos já estão repensando de forma gradativa essas questões. Em alguns aspectos essa mudança demandará tempo e não será tão rápida como desejaríamos, em outros as mudanças já estão acontecendo. Escolhi focar hoje na segunda opção para manter o leitor com espírito forte e elevado – principalmente se você continua lendo este texto para “matar” o tempo para um programa ou algo melhor em companhia do vinho, uisque, tequila ou similares.

O que eu sei e tenho certeza é que esse processo já está em andamento. Pessoas, organizações, empresas e governos já estão repensando de forma gradativa essas questões. Em alguns aspectos essa mudança demandará tempo e não será tão rápida como desejaríamos, em outros as mudanças já estão acontecendo.

Então vamos lá! O primeiro consenso é que estamos caminhando para uma sociedade de informação e tecnologia que está provocando um avanço e mudança nunca antes visto – a chamada sociedade pós digital com sua mudança exponencial ou disruptiva[2]. Segundo os dados do projeto Pundits[3] mais de 26 bilhões de dispositivos serão conectados ao IoT (Internet das Coisas) até 2020, e mais de metade dos novos processos de negócios e sistemas irão envolver funcionalidades IoT de alguma forma. Atualmente, as áreas de tecnologia têm avançado de forma bem tímida neste campo através de pilotos mais do que implantações pra valer (13% em projetos pilotos e 24% com projetos em andamento em 2017). Questões de segurança e também elementos de infraestrutura que apoiam os sistemas e dispositivos interconectados (tecnologias IoT, sistemas máquina a máquina (M2M) e telemática) também precisam ser desenvolvidas.

Outro aspecto relevante é o perfil do consumidor atual e que vai influenciar o cenário na próxima década: a chamada geração milênio, nascida no entre 1980 e os anos 2000. Ela chegou com outros valores, hábitos, jeitos de consumir, maneiras de aprender e se relacionar, de trabalhar, de ver o futuro – aliás como qualquer geração nova.[4] A diferença é a velocidade, a intensidade, os meios e canais que esta geração tem usado para fazer isso. Esta geração é a responsável pela maioria do consumo atual, mas são denominados “smart consumers”, ou consumidores inteligentes. Em estudo global realizado pela Goldman Sachs e divulgado pela Tetra Pak os millennials têm seis grandes características: são globais, conectados, sedentos por experiências, vivem em multicanais (fora e dentro do virtual), são compradores impulsivos e inteligentes, comparam a relação custo-benefício e não se importam de pagar mais caro por marcas que estejam alinhadas com seus valores. Têm ideiais empreendedores e são voltados à solução de problemas de ordem global. Acreditam que podem fazer a diferença no mundo e que educação é fundamental para isto. Não seguem padrões e sim, podem ser, “sonhadores” e utópicos. São eles que estão provocando mudanças de visão e iniciando a era do “acesso” e não da “posse”, por exemplo: o importante, é ter um produto ou ter acesso ao benefício do produto? Preciso ter um carro ou preciso me locomover? Preciso de ferramentas ou posso alugar quando necessitar?

Mesmo em países em desenvolvimento e com grande parte da população situada na faixa da pobreza o acesso à internet através do uso da telefonia móvel pelos smartphone se transformou numa ferramenta de comunicação, em um objeto de status e estilo de vida (…).

Mesmo em países em desenvolvimento e com grande parte da população situada na faixa da pobreza o acesso à internet através do uso da telefonia móvel pelos smartphone se transformou numa ferramenta de comunicação, em um objeto de status e estilo de vida, de acesso à comunicação, de interface e diálogo entre pessoas, organizações e empresas, de canal de compra e relacionamento entre empresas e clientes, de pagamentos e consumo, entre tantas outras coisas. De acordo com a pesquisa do Pew Reserach Center[5], possuir um smartphone é o catalisador mais comum para adotar alguma forma de pagamento móvel. De pessoas que já usam uma ferramenta de pagamento móvel, 72% são da geração X ou Y, e a maioria tem maior probabilidade de morar em áreas metropolitanas, ter contas bancárias e ter educação universitária. As pessoas mais jovens veem o valor dos pagamentos móveis por uma variedade de razões, desde conveniência até seu desejo de ganhar dinheiro com incentivos e ofertas.

O mundo das relações de trabalho já se alterou e vai se alterar ainda mais, Formas de trabalho, relações de trabalho, meios de geração de renda estão alterando-se cada vez mais e precisaram de apoio de governos e instituições para que sejam garantidos direitos, que sejam criados mecanismos de proteção e novos aspectos jurídicos para esse novo mundo e que sejam verificadas as responsabilidades, os deveres e os compromissos frutos dessas mudanças.

Espaços de trabalho colaborativo, startups e spin-offs apoiados e financiados por empresas de pequeno, médio e grande e fundos de investimento já são significativos. No Brasil atualmente são 378 espalhados por todo o território nacional, que representa um aumento de 52% com relação a 2015. O estado de São Paulo continua na frente com a maior concentração de coworkings (148), seguido por Minas Gerais (37) e Rio de Janeiro (35). Entretanto, o maior crescimento no último ano foi a Bahia e Distrito Federal, com um incremento de 250% e 175%, respectivamente demonstrando que o processo é significativo mesmo fora do eixo RJ – SP – MG, não ficando, portanto, restrita apenas às grandes metrópoles. Entre os frequentadores, as principais áreas de atuação são Consultoria (65%), Publicidade/Design (50%), Marketing/Internet/Startups (45%).

O contexto dos negócios também se alterou no novo milênio. Além da onda das chamadas “spin-off” das empresas que surpreendentemente vêm sinalizando uma mudança de rumo frente as fusões e incorporações das últimas décadas, startups e spinoffs de produtos se incorporam ao cenário. Segundo dados da Endeavor[6], o país em 2014 tinha mais de 10 mil startups com investimento de cerca de R$ 680 milhões. Como muitas criarão produtos e serviços que podem ser escalonados, o processo de spin-off  (derivagem em bom Português) é uma caminho natural para muitas. Em outros casos, as empresas, atentas às mudanças do contexto estão estruturando hackathons[7], equipes e investindo na criação de novos produtos e nichos de mercado. Cada vez mais empresas do porte da Microsoft, Google, Ford, Facebook e IBM têm visto em hackathons uma forma de encurtar o caminho para encontrá-los e, de quebra, assumir protótipos de soluções que têm o potencial para serem aplicados internamente.

Empregos vão desaparecer, outros vão surgir. Trabalhos em parceria e em rede já são comuns. Novas áreas de trabalho e nichos de atividade vão surgir. Novos conhecimentos e capacitações também. A educação e a inclusão digital serão fundamentais para nossa vida profissional. Frey e Michael Osborne, professor de ciência de engenharia de Oxford, avaliaram tarefas cotidianas de mais de 700 ocupações, para identificar o que uma máquina poderá fazer melhor que os humanos nas próximas duas décadas. Chegaram a um índice que varia entre 0 (nenhum risco de substituição) e 100% (risco total). As profissões mais ameaçadas estão nas áreas de logística, escritório e produção, aquelas que envolvem tarefas intelectualmente repetitivas. Isso porque as máquinas executam com força, rapidez e precisão movimentos repetitivos, algumas vezes impossíveis ao homem. Mas as máquinas se adaptam mal a ambientes sujeitos a mudanças. As habilidades do futuro estão ligadas a criatividade, combinatividade, relaciononamentos, inteligência social e emocional. Essas novas habilidades deveram ser alimentadas, estimuladas, promovidas nas escolas, univesidades, políticas públicas.

 

FECHAMENTO

Como afirma Walter Longo no livro Marketing e comunicação na era pós-digital – As regras mudaram, “A era pós-digital é a realidade em que vivemos hoje, na qual a presença da tecnologia digital é tão ampla e onipresente que, na maior parte do tempo, nem notamos que ela está lá. Só percebemos sua existência quando falta. Essa total ubiquidade da tecnologia digital provoca impactos em todos os aspectos da vida e isso se traduz em novos desafios para os líderes de empresas e para os gestores de comunicação, marketing e propaganda”. Segundo o autor as bases dessa sociedade são: efemeridade, mutualidade, multiplicidade, sincronicidade, complexidade e tensionalidade,

Por essas características o contexto da sociedade pós-digital e do início do século XXI o Minimalismo tem reverberação e tem crescido em diferentes partes do mundo. Há um alinhamento de valores e de percepções com essa nova geração e tem um impacto potencial enorme para que as mudanças necessárias sejam alcançadas. Há, entretanto um elemento chave de diferenciação e de viabilidade: o Minimalismo é uma visão e uma ferramenta de decisão e uso individual, cabe a cada um decidir como deve atuar, é possível ser implantado e realizado de imediato, não dita regras ou dogmas para outras pessoas, é gregário e não conflitante.

Além disso é um movimento que por si só está gerando outros nichos de negócios, novas relações, inovações e atuações profissionais, criando outras linguagens de consumo, marketing, comunicação, promovendo conexões sociais e relacionamentos com a natureza. Em resumo, está abrindo um grande e significativo leque de oportunidades, comportamentos, culturas, hábitos, informações. Mas este é assunto para outras conversa e não quero atrapalhar aquele programa para o qual você esteve matando o tempo – ou atrasar sua entrada no taxi de aplicativo pra voltar pra casa. Até a próxima!

[1] Pra quem não conhece “combinatividade” é um neologismo que eu gosto muito. Substitui a “criatividade” porque essa pressupõe a ideia de criação, inspiração ou alguma característica divina ou independente. A combinatividade está ligada a “combinação”, ou seja, ação de combinar informações, conhecimentos, referências, pessoas, redes para gerar atividade – pensar mais, agir, movimentar, impactar.

[2] Modelo de propriedade e modelo de acesso: https://www.youtube.com/watch?v=myaFqeXgu1E

[3] https://blogs.ischool.utexas.edu/infomatters/2016/12/20/job-skills-for-2017/

[4] Simon Sinek – Geração Milênio: https://www.youtube.com/watch?v=lVLjaMTEzVA

[5] Smartphone Ownership and Internet Usage Continues to Climb in Emerging Economies  http://www.pewglobal.org/2016/02/22/smartphone-ownership-and-internet-usage-continues-to-climb-in-emerging-economies/

[6] https://endeavor.org.br/spin-off/

[7] Para os desavisados os hackathons significa maratona de programação. O termo resulta de uma combinação das palavras inglesas “hack” (programar de forma excepcional) e “marathon” (maratona). É um evento que reúne programadores, designers e outros profissionais ligados ao desenvolvimento de software para uma maratona de programação, cujo objetivo é desenvolver um software que atenda a um fim específico ou projetos livres que sejam inovadores e utilizáveis.