O QUE VAI LER AQUI:

  • Entender como nosso cérebro apoia nossas escolhas
  • 08 Dicas para uma comunicação efetiva de sua marca, empresa, negócio, produto ou serviço

INTRODUÇÃO

Já falamos aqui no blog sobre as revoluções da comunicação e que no século XX a internet e considerada a 4ª revolução pela qual estamos passando porque permite a interatividade, a troca e também a comunicação para as massas, para o mundo. Todos poderem construir, dizer, escrever, falar e serem ouvidos, vistos, lidos. E mais: todos estão se associando, se agrupando, construindo relações com outras pessoas através de seus interesses comuns criando um laço comunitário entre seus membros

Também vimos que o mundo está sim conectado, mas temos ainda um desafio e uma oportunidade para tratar que é inclusão do mundo digital de 50% da população mundial que não está vivenciando essas experiências. E além disso ampliar o número de usuários ativos das plataformas digitais que não chegam a 40% no mundo e que são pouco mais de 60% no Brasil.

Nesse contexto onde há um mar de dados e informações o usuário se torna não apenas um expectador da informação, mas se torna também um desbravador num movimento ativo e constante de busca de informações. Mas há um elemento chave: informações chaves e relevantes, informações que tenham um significado para ele! E como se diferenciar e se conectar mais fácil com esses exploradores e buscadores de informação?

Além do tema da relevância de conteúdo e de uma visão transmídia (trabalhar as diferentes plataformas digitais de forma coerente, coordenada) que possa estar alinhada com o seu público, seu produto, sua marca, seu negócio – por menor que seja (para mais informações veja o Programa Ideia de Impacto sobre o tema)

Outro elemento fundamental é saber COMO comunicar de forma mais efetiva atraindo a atenção o interesse do usuário e também construindo uma relação e conexão com ele para que ele, como um explorador, volte a procurar as informações que você, a sua empresa ou o seu negócio desejam e precisam passar para o seu público. E aí que entra o neuromarketing! Entender como podemos chamar a atenção das pessoas, comunicar de forma mais simples e melhor, criar uma conexão com as pessoas, deixar uma marca, nos fixarmos na memória (e no coração) das pessoas e dos públicos que são importantes para nós.

Todo o conteúdo deste post estão baseados nas informações e no conhecimento dividido por Regina Monge, especialista no assunto e que me ajudou a montar a Série Neurobranding no Programa Ideia de Impacto que você pode ver e rever no canal do YouTube da Ideia

NEUROBRANDING: DICAS DE COMO COMUNICAR E CONECTAR MELHOR COM AS PESSOAS

Se você quer entender melhor o que é o Neurobranding, como ele surgiu, como está sendo usado por empresas, organizações, negócios e pessoas não deixe de assistir a entrevista sobre o tema que foi ao ar no Programa Ideia de Impacto #9

Agora que você já entendeu o que é e como o Neuromarketing está sendo usado, seguem abaixo algumas dicas para ajudar você a criar uma conexão com as pessoas, comunicar-se de forma mais efetiva e também trazer elementos para que você, sua empresa, seu negócio fiquem guardados na memória – e no coração – das pessoas com quem você interage e que são importantes para o seu sucesso:

  1. O SISTEMA EMOCIONAL COMANDA AS NOSSAS DECISÕES: Ao contrário do que muita gente imagina nossas decisões não são tomadas com base no nosso pensamento ou na parte “racional” e sim através do sistema emocional e instintivo que baseia 90% das nossas decisões. Os estudos e as técnicas usadas no neurobranding têm como objetivo justamente conectar com esse sistema.
  2. O CÉREBRO É EGOISTA E AUTOCETRADO: como o nosso cérebro controla a maior parte das funções do nosso corpo e as mais complexas. Isso demanda muita energia e nosso corpo tem como foco principal garantir a nossa sobrevivência e bem-estar. Portanto, o meio mais eficiente é falar para as pessoas, para o que ela precisa e quer e não sobre você ou a empresa – um erro muito comum é falar sobre a empresa, os seus produtos, o que elas fazem. Não é deixar de falar, e falar primeiro para o potencial cliente e depois falar dela
  3. USE CONTRATESTES E OS 5 SENTIDOS: usar o contraste para evitar que haja dispersão. As informações chegam pelos 5 sentidos e eles precisam ser usados nesse processo. Use cores, textos, linguagens que tenham contrastes. Por exemplo: antes e depois, preto e branco, diferentes tamanhos de texto. O visual corresponde a 83% das captações das informações. Isso vale para um cartaz, um post nas redes sociais, apresentações corporativas.
  4. TORNE AS COISAS CONCRETAS, TANGÍVEIS: o cérebro está todo o tempo fazendo comparações com o que ele conhece e o que é familiar. Ele não consegue processar conceitos abstrato (ex: uma abordagem integrada, um produto flexível, o produto tem arquitetura escalável). O fundamental é trazer concretude para facilitar o entendimento e fixação na memória (ex.: um produto para celulite usando um sofá dividido em 2 partes, uma com furos e outro liso com a marca do produto sobre ele fazendo uma associação com a pele e melhora da celulite)
  5. COMEÇO E FIM: sempre temos que ter um começo de impacto e final de impacto. Nosso cérebro lembra muito do começo e do final das informações e das histórias. É como se o “meio” fosse esquecido pelo cérebro. Coloque o conteúdo mais importante no início e repetir esse conteúdo de forma interativa. E como envolvo as pessoas ao longo da história? Fazendo “miniciclos” ao longo da história, como capsulas de histórias que começam e terminam ao longo do que está falando, apresentando, vendendo.
  6. CÉREBRO É UM ÓRGÃO VISUTAL: a visão é o mais importante. Use uma imagem, textos simples e curtos, não tenha muito elemento, não polua com informações. Pense como um livro infantil onde a imagem é mais importante do que o texto. Temos que simplificar nossa comunicação para sermos mais assertivos. Um exemplo do que não fazer são os cardápios de pizzaria com várias fotos, de vários produtos. Melhor usar poucas imagens e deixar os textos mais curtos para não “poluir” a informação e dispersar a atenção.
  7. O CÉREBRO É ACIONADO POR EMOÇÕES: bombas emocionais criam reações químicas, neurotransmissores são ativados interferindo positivamente na nossa capacidade de memorizar. Assim uma história (sua, da sua empresa, do seu produto, do seu serviço) pode gerar uma emoção. E essa emoção deve ser “confortável” para as pessoas – evite usar o lado da emoção “negativa” com uso de agressividade ou violência, afinal queremos gerar conexões positivas em relação a nós, ao nosso negócio, a nossa organização. Um exemplo concreto foi o filme produzido pelo Hospital do Câncer de Barretos (São Paulo, Brasil) para comunicar a mudança do nome para “Hospital do Amor” (veja: https://youtu.be/aD3N3D3h-3s)
  8. CRIE EXPERIÊNCIAS, CRIE MEMÓRIAS: memória é uma ligação física entre uma “marca” (que pode ser uma empresa, um negócio ou uma pessoa) provocada por uma experiência. Quanto mais intensa for essa experiência, mais chances eu tenho de começar a construir memória. E isso ajuda a manter nossa marca “viva” na mente das pessoas, na mente de nossos clientes. Crie experiências de bom atendimento, de atenção, de cuidado, de conteúdos importantes e interessantes para as pessoas com quem você se relaciona. E isso é mais simples do que parece! Pode ser um atendimento melhor, um agrado ou simplesmente uma postura melhor, mais receptiva e amigável. Outro dia fui numa rede de faz tfood pegar comida pra levar pra casa e a maneira como o atendente me recebeu com alegria, energia e feliz me deixou muito bem impressionado tanto que chamei o gerente e disse que o menino estava de parabéns no seu trabalho, ou seja, mesmo em grandes empresas e com “protocolos” de atendimento é possível se diferenciar.

Agora é colocar a mão na massa, comunicar-se melhor, criar vínculos e construir memórias com seus clientes, fornecedores, parceiros e todas as pessoas importantes para seus relacionamentos profissionais e pessoais.