• Quem são Antonio e João, brasileiros: um negociante, empresário e outro empreendedor de impacto.
  • Descubra como estão os negócios dos dois: o que têm gerado e quais são os desafios que têm enfrentado.
  • Saiba quais são os seus desejos e necessidades para enfrentar os desafios e conseguir aproveitar as oportunidades.
  • E entenda a final de contas, porque a gestão e a educação financeira são importantes no futuro do empreendedorismo.
EMPREENDER 1. verbo transitivo direto: decidir realizar (tarefa difícil e trabalhosa); tentar. 2. pôr em execução; realizar. EMPREENDEDOR (substantivo masculino) Indivíduo que possui a capacidade para idealizar projetos, negócios ou atividades; pessoa que empreende, que decide fazer algo difícil ou trabalhoso. (adjetivo) aquele que tem capacidade para empreender, para fazer algo difícil.

JOÃO: O NEGOCIANTE, EMPRESÁRIO

Os micro e pequenos empresários no Brasil já são cerca de 12 milhões de pessoas e nos próximos 5 anos a projeção é que se tornem quase 18 milhões, ou seja, um crescimento de 1 milhão de pessoas por ano criando seus negócios, se tornando empresários, negociantes ou, se preferirem a palavra mais “moderna”, empreendedores.

Vamos imaginar que esse empreendedor, pequeno negociante ou empresário fosse uma pessoa. Ele seria um homem (as mulheres são minoria ainda no país) e vou chama-lo de João. Moraria na região Sudeste e na cidade de São Paulo (os estados do São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais concentram o maior número de empresas e a cidade de São Paulo ganha disparado das demais – o RJ tem 1/3 dos negócios, se comparados aos números paulistanos). Ele seria responsável por gerar 70% da renda da família (se consideramos o Brasil sua família) e coloca o dinheiro na mão de 50 milhões de pessoas. Daria emprego a um grande número de pessoas, mesmo nesse momento de crise, gerando mais de 300 mil empregos. Seu negócio seria no setor de prestação de serviços, certamente e trabalhando especificamente num cabelereiro, com uma lanchonete ou um restaurante (o primeiro representa 13% do setor de serviços e os demais 7% e 5%, respectivamente). Se um dia resolver mudar de ramo deverá trabalhar provavelmente no setor do comércio, montando um mercadinho ou empório, vendendo peças de automóveis ou cosméticos para amigas e vizinhas.

Nas refeições e conversas com amigos esse empreendedor, empresário ou negociante certamente comentaria que está gerando riqueza e movimentando a economia, ajudando as pessoas e a economia da família e do pais (27% do PIB ativo do Brasil). Mas sem dúvida diria para os parente e amigos que o governo não é lá seu melhor parceiro: porque não tem leis que ajudem a melhorar e apoiar os pequenos negócios, por que acaba promovendo e criando muita burocracia, por tirar boa parte do lucro (para reinvestir ou ampliar seu negócio, por exemplo) através dos impostos e também não ajuda com linhas de crédito, ou seja, o dinheiro dos bancos é “caro” para o pequeno e médio empresário.

E SEU COLEGA, ANTONIO O EMPREENDEDOR DE IMPACTO

E como seria aquele brasileiro que, além de empreender, de pensar em criar um negócio também está preocupado em criar um negócio de impacto, ou seja, que gere lucro, dividendos e também resolva uma questão social, econômica, ambiental do Brasil? Vou chama-lo de Antonio. Como o seu colega João, ele também moraria na região Sudeste e em São Paulo (se mudasse deveria ir para o Sul do país), seria homem (sim, há mulheres empreendedoras, mas ainda em melhor número – 20%). Seu negócio seria novo, aberto há menos de 3 anos e com ajuda do dinheiro da família e dos parentes, afinal, como no caso do seu amigo João, o acesso ao dinheiro e ao financiador não é tão fácil assim – aliás, grande parte do tempo de Antonio é gasto em buscar fontes de investimentos para poder manter e também ampliar, escalonar o seu negócio. O empreendedor de impacto trabalharia no modelo de atendimento a empresas e organizações (B2B) ou no atendimento ao cliente (B2C) e geraria dinheiro (monetização) através de venda direta de seu produto ou serviço que certamente estaria voltado para as áreas de educação, tecnologias verdes, cidadania ou saúde.

Conversando com seus amigos, conhecidos ou parentes ele diria que está feliz porque no Brasil, nos últimos anos, tem gente interessada em apoiar e investir em negócios como o seu buscando incubar os negócios de impacto (incubadoras ajudam empreendedores em um estágio mais inicial de criação do seu negócio e de seu modelo para tentar ver se o que está criando funciona, ou seja, validar o modelo proposto pelo empreendedor) . Contaria ainda que outras pessoas e organizações têm ajudado a acelerar os negócios criados (aceleradoras trabalham com empreendedores, negócios, startups que já estão em processo de crescimento e escalonamento e cujo modelo já foi validado).

Assim como o seu colega João, nosso amigo Antonio, também teria o seu momento de desabafo e contaria coisas muito semelhantes: que o governo não é lá seu melhor parceiro por criar e mudar muito as regas alterando as leis, que é praticamente um sócio abocanhando parte do lucro com impostos e também que não gostaria de iniciar o negócio com o dinheiro da família, mas que buscar os recursos nos bancos é muito caro. Além disso dirigia que está “apanhando” para conseguir demonstrar para os clientes, parceiros potencias, financiadores os resultados atuais e potenciais do seu negócio, ou seja, como demonstrar os impactos do seu negócio.

OS 3 DESEJOS DOS EMPREENDEDORES, NEGOCIANTES E EMPRESÁRIOS

Pois estando esses dois amigos, João e Antonio, passeando por São Paulo, entram numa loja de antiguidades na Vila Madalena e acabam encontrando uma lamparina. João trata de limpá-la para poder observar melhor o objeto e seus detalhes. E eis que surge um gênio mágico concedendo aos dois amigos brasileiros 3 desejos. Eles pensam bem e fazem os dois, pelas mesmas razões, os mesmos pedidos (pensando nas suas maiores urgências e necessidades): ajudar na gestão e capacitação financeira dele e da equipe, apoiar a comunicação interna e externa sobre os seus negócios e conseguir chegar nos financiadores.

Que chance incrível! Como tantas pessoas com espírito empreendedor no Brasil, João e Antonio, tinham como sonho desde jovens ter o seu própio negócio. Ter uma carreira e um emprego na mesma empresa ou por anos a fio num mesmo lugar não era coisa pra eles, e nem para geração deles. Afinal, porque então 4 entre cada 10 amigos sonhavam com o negócio próprio? – o maior índice em 14 anos no Brasil.

O gênio – por ser gênio e mágico – sabia que os pedidos não eram pouca coisa. Sabia que João e Antonio e seus negócios não tinham o perfil dos negócios buscados pelos investidores: pessoas ou fundos de investimento buscam gestores e empreendedores com boa formação e dedicação ao negócio, querem aqueles negócios que já faturam e tenham um diferencial, que tenham soluções estruturadas e testadas e, finalmente, com estratégia de crescimento e com potencial de escala (negócios que entreguem resultados). Mas o gênio também sabia que nesse exótico e estranho país tropical havia dinheiro sobrando para investir – ainda que os negócios não estivessem prontos para receber!

A MÁGICA DA EDUCAÇÃO FINANCEIRA E DA GESTÃO: TORNAR SONHOS UMA REALIDADE!

O gênio então decide aplicar a sua mágica para atender os 3 pedidos e tornar os desejos de Antonio e João uma realidade: ele transforma os dois em excelentes gestores e com uma grande educação financeira. O gênio sabe que esses são os elementos chaves para que os dois possam caminhar pelas próprias pernas, sem depender da sua mágica de novo! Por sabedoria e por conhecer a bastante tempo o Brasil ele tinha certeza que somente com esses conhecimentos João e Antonio entenderiam o grande segredo: QUE A GESTÃO E A EDUCAÇÃO FINANCEIRA SÃO CIÊNCIAS HUMANAS E FERRAMENTAS PARA TRANSFORMAR SONHOS, DESEJOS E PROJETOS EM REALIDADE CONCRETA!

Assim João e Antonio, como tantos empreendedores, donos de pequenos negócios, precisam deixar de atuar de forma amadora, de gerenciar seus negócios e suas vidas pela intuição. João e Antonio precisavam entender a gestão e educação financeira como reflexo de um comportamento e um hábito de pessoas e de empresas (que são formadas por pessoas, aliás). A gestão e a educação financeira são mais do que uma planilha de números e de cálculos, são o caminho que Antonio e João deveriam seguir. Só assim seriam donos de si, donos de seu negócio e conseguiriam alcançar seus sonhos pessoais – e também o sucesso do negócio!